As cicatrizes representam um fenômeno universal do processo de reparo tecidual, podendo variar amplamente em aparência e impacto clínico. Embora muitas evoluam de forma fisiológica, formas patológicas como as cicatrizes hipertróficas e os queloides podem gerar dor, prurido, deformidades estéticas e prejuízo funcional, comprometendo a qualidade de vida dos indivíduos. As cicatrizes hipertróficas são restritas à área da lesão inicial e tendem à regressão espontânea, enquanto os queloides ultrapassam os limites da ferida, apresentam crescimento contínuo e maior risco de recidiva. O presente capítulo tem como objetivo revisar a literatura recente acerca das diferenças clínicas, histológicas e fisiopatológicas entre cicatrizes hipertróficas e queloides, bem como discutir os principais métodos diagnósticos e estratégias terapêuticas disponíveis. Trata-se de uma revisão integrativa realizada nas bases PubMed, SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Cochrane Library, contemplando publicações entre janeiro de 2015 e setembro de 2025, em português, inglês e espanhol. Foram incluídos ensaios clínicos, revisões sistemáticas, revisões descritivas e protocolos clínicos relacionados diretamente ao tema, e excluídos relatos de caso, editoriais, cartas ao editor e resumos de congresso. Após triagem, sete estudos foram selecionados, incluindo revisões sistemáticas Cochrane, ensaios clínicos, protocolos clínicos e revisões descritivas. Os resultados mostram que, apesar da variedade de opções terapêuticas, não há consenso sobre um tratamento padrão-ouro. Abordagens conservadoras como placas de silicone e malhas compressivas permanecem amplamente utilizadas, mas com eficácia limitada. Intervenções minimamente invasivas, como infiltrações intralesionais com corticosteroides ou 5-fluorouracil, demonstram melhores resultados quando combinadas a outras terapias. A laserterapia apresenta potencial, mas ainda carece de evidências robustas. A excisão cirúrgica isolada é associada a altas taxas de recorrência, reforçando a necessidade