INTRODUÇÃO DO ASSUNTO A Revolução Sexual das décadas de 1960 e 1970 representou um marco na história da sexualidade humana, caracterizando-se pela contestação das normas morais tradicionais e pela busca da liberdade individual sobre o próprio corpo. Esse movimento foi impulsionado, entre outros fatores, pelo desenvolvimento da pílula anticoncepcional, que permitiu às mulheres um controle mais seguro da reprodução e abriu caminho para transformações profundas nas relações de gênero, na autonomia feminina e na estrutura social. Nesse contexto, discussões sobre o papel da mulher, a interferência religiosa e os impactos do uso contínuo de métodos hormonais tornaram-se centrais, evidenciando as tensões entre avanços científicos, culturais e éticos que moldaram uma nova forma de compreender a sexualidade e a liberdade individual. METODOLOGIA APLICADA A pesquisa utilizou revisão bibliográfica sistemática em bases de dados como Scielo, MEDLINE e LILACS, além de fontes governamentais, como Ministério da Saúde para analisar a evolução dos anticoncepcionais ao longo da história. Os estudos revisados abordam principalmente sua trajetória na medicina e o impacto social da medicação. PRINCIPAIS RESULTADOS / COMO ABORDARÁ O TEMA O estudo “Pílula Anticoncepcional: uma revolução feminina do século XX” analisou o impacto histórico, social e médico da introdução da pílula anticoncepcional, destacando-a como um marco decisivo na autonomia das mulheres e na transformação das relações de gênero. Os resultados mostram que o desenvolvimento do contraceptivo oral, iniciado com as pesquisas de Gregory Pincus e John Rock nos anos 1950, representou um avanço científico baseado no conhecimento sobre hormônios sexuais e na possibilidade de inibir a ovulação. A pílula foi determinante para a chamada Revolução Sexual da década de 1960, promovendo a separação entre sexualidade e reprodução e ampliando a liberdade feminina. Essa conquista permitiu que mulheres assumissem maior controle sobre sua vida reprodutiva,