Introdução: O acesso universal e equitativo aos serviços de saúde constitui um princípio fundamental dos sistemas públicos universais, porém permanece limitado em regiões remotas, rurais e socialmente vulneráveis devido a barreiras geográficas, estruturais, tecnológicas e informacionais. Nesse contexto, a incorporação de inovações tecnológicas em saúde, como Telessaúde, Telemedicina, Inteligência Artificial (IA), Big Data e mHealth, emerge como estratégia central para a ampliação do acesso assistencial, a qualificação do cuidado e a redução das desigualdades territoriais. Objetivo: Analisar as características de implementação e os fatores críticos de sucesso das estratégias digitais em saúde que se mostraram eficazes na superação de barreiras geográficas e estruturais e na ampliação do acesso e da resolutividade dos serviços de saúde em regiões remotas. Metodologia: Trata-se de uma Revisão de Escopo da literatura, orientada pela questão: “Quais são as características de implementação e os fatores críticos de sucesso das estratégias digitais em saúde eficazes na ampliação do acesso assistencial em regiões remotas?”. A busca foi realizada nas bases PubMed/MEDLINE, Biblioteca Virtual em Saúde, SciELO, Portal de Periódicos da Capes e Google Acadêmico, utilizando descritores DeCS e MeSH relacionados à saúde digital, telemedicina e acesso aos serviços de saúde. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, em português, inglês ou espanhol, totalizando 7 estudos elegíveis para análise qualitativa. Resultados: As evidências indicam que a Telessaúde e a Telemedicina ampliam o acesso e a resolutividade, especialmente na Atenção Primária à Saúde, ao reduzir deslocamentos, fortalecer a capacidade clínica das equipes locais e qualificar o manejo de condições agudas e crônicas. Experiências internacionais demonstraram melhora na percepção de acessibilidade, maior agilidade nos encaminhamentos e impactos positivos em contextos rurais e vulneráveis. Tecnologias baseadas em IA e Big Data apresentaram potencial na triagem