INTRODUÇÃO: Distúrbios hidroeletrolíticos (DHE) são comuns em pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI), estando associados a maior mortalidade e tempo de internação. Alterações no sódio, como hiponatremia e hipernatremia, comprometem múltiplos sistemas, exigindo intervenções rápidas e protocoladas. No CTI, a disnatremia reflete uma disfunção fisiológica global, não apenas laboratorial. O manejo adequado requer reconhecimento precoce, estratificação do distúrbio e aplicação terapêutica criteriosa. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa realizada em agosto de 2025, por meio da base PubMed. As palavras-chave utilizadas foram “Acidose Metabólica” OR “Acidose Respiratória” OR “Alcalose Metabólica” OR “Alcalose Respiratória” OR “Hiponatremia” OR “Hipernatremia” OR “Hipocalemia” OR “Hipercalemia” AND “CTI” OR “UTI”, associados ao operador boleano OR. Foram selecionados artigos em inglês e português, publicados nos últimos 23 anos, com ênfase em revisões e estudos retrospectivos. Após triagem, 10 artigos foram incluídos para análise. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Hiponatremia: Distúrbio mais frequente na UTI, definido por Na+ <135 mEq/L. Quedas rápidas causam sintomas neurológicos graves. Casos sintomáticos exigem uso cauteloso de salina hipertônica; os crônicos requerem correção lenta e restrição hídrica. Hipernatremia: Sódio >145 mEq/L indica desidratação celular. A forma hipovolêmica é a mais comum, e o tratamento inclui reposição com SF 0,9%, evitando quedas bruscas. A ausência de sede em pacientes sedados contribui para sua instalação. Acidose respiratória: Decorre da hipoventilação e acúmulo de CO₂. Está relacionada a doenças pulmonares crônicas, sendo manejada com suporte ventilatório. A hipercapnia permissiva é prática comum em lesão pulmonar aguda. Acidose metabólica: Resulta de acúmulo de ácido ou perda de base. É essencial distinguir entre ânion gap elevado e normal. Casos graves (pH < 7,20) podem necessitar de bicarbonato e terapia renal substitutiva. Alcalose metabólica