Introdução: Nos últimos anos, a disseminação de informações falsas, conhecidas como fake news, tornou-se um desafio crescente para a área da saúde, promovendo a desvalorização dos profissionais e a desconfiança em métodos eficazes como a vacinação. Esse fenômeno tem contribuído diretamente para a baixa adesão às vacinas, impactando negativamente a cobertura vacinal e permitindo o ressurgimento de doenças anteriormente controladas. A propagação de notícias falsas na internet, em redes sociais e aplicativos de mensagens cria um ambiente de desinformação que atinge grande parte da população, dificultando a compreensão dos benefícios da imunização e aumentando a vulnerabilidade coletiva a surtos de doenças evitáveis. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo analisar o efeito da propagação das notícias falsas sobre a vacinação, identificando como essas informações contribuíram para a queda nos índices de imunização. Busca-se compreender de que maneira a confiabilidade reduzida nas vacinas gerou impacto direto na saúde pública, aumentando riscos para grupos vulneráveis e comprometendo o funcionamento de programas de imunização consolidados. Além disso, o estudo pretende avaliar estratégias que podem ser empregadas para mitigar os efeitos das fake news, restaurando a confiança da população nos imunobiológicos e fortalecendo a cobertura vacinal. Metodologia: Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, baseada em artigos científicos, publicações oficiais e dados históricos de vacinação. Foi realizada uma revisão integrativa de 24 artigos utilizando bases como Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Google Acadêmico e SciELO. Os descritores utilizados na busca foram: “fake news e impactos na vacinação”, “desinformação e vacinação” e “cobertura vacinal”. Os critérios de inclusão contemplaram artigos publicados entre 2003 e 2025, que abordassem diretamente a questão norteadora: “Quais os impactos das fake news na cobertura vacinal e na saúde pública, e quais estratégias podem ser empregadas para mitigar esses efeitos?”.