A conduta em pacientes com múltiplos traumas e infarto segue o Damage Control Resuscitation (DCR), visando estancar sangramentos rapidamente, usando componentes sanguíneos na proporção ideal (1:1:1) e evitando excesso de fluidos cristaloides para prevenir a tríade letal. Apesar de eficaz para reanimar inicialmente, isso pode adiar a análise e tratamento de problemas cardíacos, sobretudo em vítimas de trauma idosas. Dividindo em fases hiperaguda, subaguda e tardia, a última fase costuma ter alterações em exames de eletro e ecocardiograma que indicam problemas cardíacos, sugerindo que lesões isquêmicas importantes podem ser ignoradas. Contudo, é crucial discutir formas de combinar o controle rápido do trauma com a identificação precoce de eventos isquêmicos. Este estudo busca analisar como o DCR afeta politraumatizados com problemas cardíacos, investigando como priorizar o controle do sangramento afeta o tratamento de lesões cardíacas isquêmicas, e também avaliar a importância de classificar o tempo da elevação da troponina no prognóstico do paciente. Foi feita uma pesquisa nas bases PubMed, ScienceDirect, BVS e BMC, usando combinações das palavras “multiple trauma”, “polytrauma”, “trauma”, “myocardial infarction”, “acute myocardial infarction”, “management”, “critical care”, “intensive care” e “emergency care”. Foram incluídos artigos publicados nos últimos cinco anos, em português ou inglês, de acesso livre e completo, que envolviam seres humanos. Foram excluídos estudos conduzidos em animais e estudos que não apresentavam relação direta com o tema. Após uma primeira análise de 13 publicações, 7 seguiram todos os critérios e foram selecionadas para a escrita do trabalho. Os resultados mostram que o tratamento do paciente politraumatizado com infarto é complexo devido à semelhança dos sinais clínicos e ao impacto das comorbidades. Em um estudo, 7% dos pacientes com trauma mostraram elevação anormal da troponina I, permitindo identificar três padrões diferentes: hiperagudo (<12h), com 40,5% dos pacientes com comorb