Introdução: A síndrome compartimental aguda (SCA) é caracterizada pelo aumento da pressão dentro de um compartimento fascial, comprometendo a circulação local. Isso pode ocorrer por aumento do volume de fluido ou diminuição do espaço intracompartimental. As causas mais comuns incluem fraturas, contusões graves, lesões por esmagamento e lesões de reperfusão após trauma vascular. A incidência é de 7,3 por 100.000 em homens e 0,7 por 100.000 em mulheres, sendo mais frequente após traumas e geralmente surgindo nas primeiras 48 horas. Os sintomas clássicos são descritos pelos 5Ps: dor, ausência de pulso, parestesia, paralisia e palidez. Apesar dos achados clínicos auxiliarem no diagnóstico, sua sensibilidade e especificidade são limitadas, sendo essencial a mensuração das pressões do compartimento devido à rápida evolução da SCA. Objetivos: Esta revisão tem como objetivo realizar um levantamento bibliográfico a fim de analisar a Síndrome Compartimental Aguda, bem como seu diagnóstico clínico e seu manejo cirúrgico. Metodologia: Foi realizada uma revisão narrativa de literatura utilizando os descritores Compartment Syndrome, Acute e Prevention. A busca foi realizada na base de dados PubMed, considerando artigos de acesso livre publicados entre 2015 e 2025. Após a triagem e exclusão de artigos irrelevantes, foram selecionados 20 estudos para análise.Resultados: Estudos destacam que o diagnóstico clínico isolado apresenta sensibilidade limitada, sendo os sinais clássicos (dor desproporcional, parestesia, palidez, paralisia e pulso diminuído) presentes tardiamente. A dor exacerbada com o alongamento passivo do músculo é o sinal mais precoce e sensível. A acurácia diagnóstica pode ser melhorada com o uso de monitores de pressão compartimental, sendo pressões superiores a 30 mmHg altamente sugestivas de SCA. Um estudo multicêntrico recente demonstrou que o uso de dispositivos de pressão intracompartimental aumentou significativamente a precisão do diagnóstico, reduzindo taxas de fasciotomia desnecessária e permitindo inter