A gravidez não planejada é um importante problema de saúde pública, afetando um grande número de mulheres no Brasil e no mundo. Entre suas principais causas, destaca-se a necessidade não atendida de anticoncepção, decorrente da falta de acesso ou do uso incorreto de métodos contraceptivos. Nesse contexto, o acesso adequado e oportuno à contracepção desempenha papel fundamental na modificação desse cenário. Os principais métodos contraceptivos incluem opções hormonais e não hormonais, reversíveis e irreversíveis, de curta e longa duração. Entre os hormonais combinados, que contêm estrogênio e progestagênio, destacam-se pílulas, adesivos e anéis vaginais, cujo mecanismo central consiste na inibição da ovulação, modificação do muco cervical e alteração do endométrio. Já os métodos contendo apenas progestagênio atuam predominantemente por espessamento do muco cervical e, em alguns casos, também pela supressão ovulatória. Os métodos reversíveis de longa ação (LARCs), incluindo dispositivos intrauterinos (DIU) de cobre e de levonorgestrel e os implantes, são fortemente recomendados pela FEBRASGO por sua elevada eficácia, duração prolongada e baixa taxa de falha, sendo adequados para adolescentes, puérperas, mulheres com contraindicações a estrogênio e aquelas que desejam maior segurança contraceptiva. Complementam o arsenal os métodos de barreira, como preservativos, que além de prevenção da gravidez oferecem proteção contra infecções sexualmente transmissíveis, além da contracepção de emergência, indicada para situações específicas e não como estratégia de uso contínuo. A escolha do método anticoncepcional deve ser realizada de forma individualizada, considerando a preferência da usuária e a avaliação de segurança e eficácia do método. Para isso, são utilizados os critérios de elegibilidade clínica estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde, os quais classificam as condições de saúde em quatro categorias que variam do uso sem restrição à contraindicação. Entre as principais vantagens dos contraceptivos, des