Resumo:

As urgências em ginecologia e obstetrícia são situações clínicas de alto risco que exigem reconhecimento rápido e intervenção imediata para preservar a vida e a saúde da paciente e, no contexto obstétrico, do feto. As principais emergências ginecológicas incluem torção de ovário, sangramento uterino anormal, doença inflamatória pélvica complicada, rotura de cisto ovariano, entre outras. Já as obstétricas incluem gravidez ectópica rota, descolamento prematuro de placenta, rotura uterina, pré-eclâmpsia e eclâmpsia, trabalho de parto prematuro, etc.. Na prática clínica, o manejo inicial deve priorizar a avaliação hemodinâmica da paciente, realizar reposição volêmica, se necessário, controlar sangramentos, oferecer suporte ventilatório e encaminhar à cirurgia emergencial se necessário. Nas emergências obstétricas está indicado o monitoramento fetal e a avaliação de desfecho da gestação. O diagnóstico das urgências ginecológicas é majoritariamente clínico, mas facilitado e agilizado com uso de exames laboratoriais e ultrassonografia à beira leito. Protocolos como os da FIGO, WHO, e diretrizes do Ministério da Saúde brasileiro ajudam a padronizar condutas e reduzir a mortalidade materna. O treinamento contínuo da equipe, o uso de simulações de emergências ginecológicas e obstétricas e a implementação de projetos de segurança do paciente são estratégias eficazes para melhorar os desfechos clínicos em unidades de pronto atendimento e maternidades.

ISBN: 978-65-6029-277-2

DOI: 10.59290/0905062527

Palavras-chave: Urgências; Conduta; Diagnóstico.

Data de publicação:

10.59290/0905062527