Introdução: A obstrução intestinal é uma das principais emergências cirúrgicas, sendo a neoplasia colorretal uma causa frequente, sobretudo já em tumores avançados ou metastáticos. Aproximadamente 30% dos pacientes podem apresentar-se inicialmente com complicações como obstrução, perfuração ou hemorragia, repercutindo negativamente no seu prognóstico. O cólon sigmoide constitui o segmento mais acometido pela obstrução neoplásica. A tomografia computadorizada (TC) é o exame inicial de escolha para avaliação da extensão da obstrução e possíveis complicações associadas a ela. Em casos mais avançados, a colostomia derivativa configura-se como importante medida paliativa para alívio da obstrução e futuro preparo para tratamento sistêmico. Relato de Caso: Paciente masculino, 53 anos, etilista crônico, com diagnóstico recente de neoplasia de cólon, procurou atendimento hospitalar devido a uma dor abdominal intensa, associada a náuseas e vômitos, que teve uma evolução para suboclusão intestinal, seguida de parada na eliminação de flatos e fezes. Ao exame físico, paciente apresentava distensão abdominal, dor difusa à palpação superficial e profunda, indicando sinais de abdome agudo obstrutivo. A TC evidenciou lesão estenosante de sigmoide (11,2 cm), com importante dilatação colônica (até 7,8 cm), infiltração de gordura mesentérica, linfonodomegalias e espessamento peritoneal, compatíveis com obstrução por neoplasia avançada. O paciente foi submetido a uma laparotomia exploradora de urgência, sendo identificada carcinomatose peritoneal difusa, com implantes múltiplos e tumoração comprometendo a parede abdominal. Realizou-se lavagem da cavidade e confecção de colostomia derivativa em alça com suporte tipo “estribo” número 16. Paciente evoluiu de forma estável no pós-operatório, com estoma funcionante e aceitação adequada da dieta via oral. Foi encaminhado posteriormente para avaliação oncológica devido à extensão da doença metastática. Discussão: A neoplasia colorretal apresenta elevada prevalência no