A Doença de Ménière é uma afecção do ouvido interno de caráter crônico e progressivo, caracterizada por episódios recorrentes de vertigem, zumbido, sensação de plenitude auricular e perda auditiva flutuante, podendo evoluir para surdez permanente. A fisiopatologia ainda não é completamente elucidada, mas o acúmulo anômalo de endolinfa no labirinto membranoso, conhecido como hidropsia endolinfática, é amplamente aceito como mecanismo central da doença. Fatores genéticos, autoimunes, infecciosos e distúrbios da microcirculação também têm sido implicados na sua etiologia multifatorial. O tratamento da Doença de Ménière envolve inicialmente medidas clínicas, como controle dietético (restrição de sal e cafeína), uso de diuréticos, betahistina e reabilitação vestibular. Nos casos refratários, intervenções mais invasivas são consideradas, como aplicação intratimpânica de corticosteroides ou gentamicina, descompressão do saco endolinfático e, em situações extremas, neurectomia vestibular ou labirintectomia. Nos últimos anos, avanços terapêuticos vêm sendo explorados, incluindo terapias baseadas em biomarcadores, uso de aparelhos auditivos combinados com terapia de reabilitação sonora e abordagens menos invasivas guiadas por imagens. Com impacto significativo na qualidade de vida, a Doença de Ménière interfere nas atividades diárias, no desempenho profissional e na saúde mental dos pacientes, gerando altos índices de ansiedade, depressão e restrições sociais. Nesse contexto, o manejo adequado da doença é fundamental para mitigar seus efeitos debilitantes. Este capítulo foi conduzido visando revisar os principais aspectos fisiopatológicos da Doença de Ménière, discutir as inovações terapêuticas mais recentes e analisar seu impacto sobre a qualidade de vida dos pacientes. A revisão foi realizada a partir de literatura científica publicada nas bases PubMed e SciELO nos últimos 10 anos, com foco em estudos clínicos, revisões sistemáticas e diretrizes internacionais. A compreensão ampliada da fisiopatologia da Doença de Méni