A hemorragia digestiva é uma condição comum e potencialmente fatal, resultante de sangramento em qualquer parte do trato gastrointestinal. É uma das principais causas de hospitalização, com alta taxa de morbimortalidade. Classifica-se em hemorragia digestiva alta (HDA), quando a origem é proximal ao ligamento de Treitz, e baixa (HDB), quando ocorre distalmente. O manejo inicial deve priorizar a estabilização hemodinâmica e a identificação da fonte do sangramento. O presente estudo tem como objetivo investigar os métodos diagnósticos e os tratamentos envolvendo as hemorragias digestivas altas e baixas. A pesquisa utilizou as bases UpToDate, SciELO, PubMed e Google Acadêmico, priorizando artigos dos últimos dez anos. A HDA é definida como o sangramento com origem proximal ao ângulo de Treitz. As principais causas são a úlcera péptica (principal etiologia não-varicosa, relacionada ao H. pylori e AINEs) e as varizes esofágicas/gástricas (principal causa varicosa, associada à hipertensão portal). A fisiopatologia da HDA não varicosa envolve um desequilíbrio entre mecanismos agressivos e os de defesa da mucosa, sendo o H. pylori e os AINEs os principais fatores etiológicos. Na HDA varicosa, a hipertensão portal força a formação de colaterais, e a ruptura ocorre quando o gradiente portal ultrapassa ~12mmHg. A HDB tem como etiologias predominantes a doença diverticular e as angiodisplasias, sendo neoplasias e DII causas menos frequentes. A avaliação inicial da HDA exige rápida estratificação de risco usando escores como Glasgow-Blatchford e Rockall. A endoscopia digestiva alta precoce (<24h) é o pilar diagnóstico e terapêutico na HDA, permitindo hemostasia mandatória para lesões de alto risco, preferencialmente com terapia combinada. O tratamento farmacológico inclui IBP em dose alta para todos os pacientes; em casos varicosos, associam-se antibióticos profiláticos e fármacos vasoativos. Na HDB, o diagnóstico em pacientes estáveis é feito pela colonoscopia. Em instabilidade, a angiotomografia localiza a fonte, e a arteri