A Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) exerce função central na assistência ao recém-nascido crítico. O período neonatal é marcado por elevada fragilidade, em razão da imaturidade dos órgãos e do sistema imunológico. Essa condição exige dos profissionais de saúde uma assistência altamente especializada, principalmente em situações que envolvem procedimentos cirúrgicos, os quais demandam cuidados intensivos, monitoramento e estratégias rigorosas de prevenção de complicações. O presente estudo teve como objetivo revisar a literatura científica acerca dos principais desafios e estratégias relacionadas ao cuidado do recém-nascido na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Trata-se de uma revisão da literatura realizada nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS, utilizando os descritores “UTI neonatal”, “recém-nascido crítico” e “cuidados intensivos neonatais”, combinados por meio do operador booleano AND. Foram incluídos artigos publicados entre 2019 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, que abordassem aspectos clínicos, assistenciais ou terapêuticos no contexto da terapia intensiva neonatal. Os estudos analisados evidenciam que, na UTIN, o baixo peso do recém-nascido prematuro está associado a uma maior necessidade de procedimentos invasivos, como a inserção de cateteres venosos centrais. Essa condição predispõe ao desenvolvimento de complicações infecciosas, em virtude do comprometimento tanto da imunidade inata quanto da adaptativa. Além disso, a imaturidade estrutural e funcional da barreira cutânea, importante mecanismo de defesa física contra a entrada de microrganismos, aliada à menor espessura da pele, favorece a colonização bacteriana, dificulta o processo de cicatrização e eleva o risco de infecções. Conclui-se que o cuidado ao recém-nascido crítico em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal requer estratégias baseadas em evidências científicas, atuação multiprofissional integrada e adoção de práticas assistenciais humanizadas, a fim de reduzir complicações, promover a segurança do paci