Introdução: A Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) é um quadro clínico caracterizado por lesão pulmonar aguda difusa, hipóxia refratária e edema pulmonar não cardiogênico, frequentemente observada em contextos de sepse, pneumonia grave, aspiração e trauma. O manejo ventilatório e as intervenções de suporte respiratório são centrais para limitar a lesão pulmonar induzida pelo ventilador, melhorar a oxigenação e reduzir a mortalidade. Estratégias como ventilação protetora com baixos volumes correntes, ajuste de PEEP, posicionamento em pronação e o uso criterioso de terapias adjuvantes — incluindo bloqueadores neuromusculares, manobras de recrutamento, vasodilatadores inalatórios e oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO) — têm papel bem estabelecido, embora a indicação e o momento de cada intervenção devam ser individualizados segundo a gravidade, resposta clínica e riscos associados. Compreender a fisiopatologia subjacente e as evidências que embasam cada medida é essencial para otimizar desfechos e minimizar complicações. Métodos: Este texto será elaborado como revisão narrativa da literatura, com busca não sistemática nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO e Embase, priorizando diretrizes internacionais, metanálises, ensaios clínicos randomizados e estudos observacionais relevantes publicados na última década. Serão selecionadas publicações que abordem fisiopatologia do SDRA, estratégias de ventilação protetora (incluindo parâmetros objetivos como volume corrente por peso corporal previsto, pressão de platô e driving pressure), evidências sobre uso de PEEP, critérios e resultados da pronação prolongada, além de estudos sobre terapias adjuvantes como bloqueio neuromuscular, recrutamento alveolar, vasodilatadores inalatórios e ECMO. A síntese integrará dados fisiológicos, parâmetros de monitorização e implicações práticas para a tomada de decisão em unidades de terapia intensiva. Abordagem do tema: O conteúdo será apresentado de forma contínua e integrada, iniciando pela revisão da fisiopatologia do