Este capítulo, intitulado “Transplante de medula óssea (TMO) : técnicas e avanços recentes” apresenta uma revisão atualizada às indicações do transplante de medula óssea (TMO), tipos de transplante, etapas, complicações do paciente submetido ao TMO, manejo e suporte do paciente transplantado e abordando os aspectos e avanços recentes desta terapia. O transplante de medula óssea é definido como um procedimento terapêutico com células tronco hematopoéticas em que células doentes são substituídas por saudáveis, podendo ser autólogo ou alogênico, com o objetivo de restaurar a medula óssea funcional. Esse processo é amplamente utilizado em contexto de leucemias agudas e crônicas, linfomas, doenças mielodisplásicas, entre outras condições. Dados epidemiológicos nacionais revelam que entre 2013 a 2023 foram realizados 30.110 transplantes, sendo o TMO apresenta um crescimento de aproximadamente 50% entre esses anos - 2.113 em 2013 para 3.251 em 2023. Nas últimas décadas, avanços significativos transformaram o cenário do TMO. O aprimoramento das técnicas de tipagem HLA e a expansão de registros de doadores aumentaram substancialmente a disponibilidade de doadores compatíveis, inclusive com o uso de doadores não aparentados e haploidênticos (parcialmente compatíveis), ampliando o acesso ao transplante para pacientes sem doador totalmente compatível. Apesar dos avanços, desafios persistem, como recidiva da doença de base, doença do enxerto versus hospedeiro refratária e complicações infecciosas. O contínuo desenvolvimento de estratégias de imunomodulação, seleção de doadores e suporte clínico é fundamental para melhorar ainda mais os resultados do transplante. O presente capítulo trata-se de uma revisão narrativa da literatura encontrada nas bases de dados CAPES Periódicos, Google Acadêmico, LILACS, Medline, PubMed e SciELO, utilizando os descritores “Transplante de medula óssea” e “Avanços em transplante de medula óssea”, além de livros e diretrizes (guidelines) que darão suporte ao tema.