Melasma: uma visão abrangente sobre fisiopatologia, diagnóstico e tratamento O melasma é um distúrbio comum de hiperpigmentação, caracterizado por manchas marrons simétricas, geralmente em áreas fotoexpostas como a face, que afetam geralmente mulheres em idade reprodutiva e pessoas com fototipos III a V. Sua manifestação envolve múltiplos fatores; dentre eles, destacam-se a exposição à radiação ultravioleta (UV), luz visível azul-violeta, influências hormonais, como estrogênios e progesterona, e predisposição genética. Por conta do acometimento de áreas visíveis, essa condição pode causar impacto significativo na qualidade de vida dos indivíduos. Os tratamentos disponíveis concentram-se no controle da produção de melanina por meio de inibidores de tirosinase como a hidroquinona e terapias combinadas (triple combination), que continuam sendo o padrão‑ouro. Além dos tratamentos tópicos e sistêmicos, estratégias complementares incluem fotoproteção rigorosa contra UVB, UVA e luz visível, peelings superficiais, lasers de baixa fluência e microagulhamento que podem melhorar resultados e auxiliar na manutenção clínica. Apesar da existência de diferentes tratamentos é importante destacar que não há cura definitiva para o melasma. Este trabalho estuda as implicações clínicas e fisiopatológicas do Melasma, uma dermatose pigmentar multifatorial e crônica. Será abordada a interação de fatores etiológicos como exposição à ultravioleta e à luz visível, a influência hormonal e a predisposição genética, que resultam na hiperpigmentação característica. O melasma engloba diversas manifestações clínicas, desde máculas epidérmicas superficiais até formas dérmicas e mistas mais persistentes. Será aprofundado os mecanismos fisiopatológicos subjacentes, como a hiperatividade melanocítica, o estresse oxidativo, a inflamação crônica e o papel emergente da vascularização, que desempenha um papel central na sua patogênese e persistência. Por fim, este capítulo explorará as principais estratégias terapêuticas disponíveis, abrangendo des